Posts Tagged ‘Animais’

Papa-formigas

Quarta-feira, Março 25th, 2009

O tamanduá — também conhecido por papa-formigas, — é um mamífero comum no Brasil, que se alimenta principalmente de formigas e térmitas*, usando a língua que pode atingir dois metros de comprimento.

Os animais são um tema extremamente popular em origami, e existem modelos desde o mais simples ao mais sofisticado — os que precisam de três ou quatro dobras e menos de cinco minutos, e os que têm largas dezenas de passos e exigem várias horas de trabalho.

Com cerca de dez dobras, Rita Foelker capturou um dos animais da fauna brasileira — justamente o tamanduá.

Rita Foelker,

Rita Foelker, Objetos Decorativos em Origami

*Térmita — formiga que vive, sobretudo, nas regiões tropicais e subtropicais, e que se alimenta de madeira (podendo destruir uma habitação inteira). No Brasil é conhecida por cupim, em Angola por salalé e em Moçambique por  muchã ou  muchém.

Além do livro, o diagrama pode também ser encontrado no site de Rita Foelker — Super Origami (ver a secção de favoritos Arqupélago).

Caracol, caracol…

Segunda-feira, Fevereiro 9th, 2009

… põe os pauzinhos ao sol!

Um modelo tão simples que pode ser dobrado até pelos mais novinhos: bastam quatro dobras e um pequeno corte (com a ajuda de um crescido), e aí está ele, pronto a “correr” pelos campos no seu movimento pausado de quem não tem pressa mas quer ver o mundo.

Dois caracóis passeando na erva molhada

Paa dobrar este modelo basta visitar a página Super Origami da brasileira Rita Foelker – ver o link na lista de favoritos do lado direito – ou adquirir o seu livro “Objetos Decorativos em Origami” que por vezes se encontra  à venda em Portugal (já foi visto na Livraria Sá da Costa da Rua Garrett).

Agora que o tempo é frio

Domingo, Novembro 19th, 2006

A Borboleta Lilás A Borboleta Branca

As borboletas partem de vez. Será preciso o regresso da Primavera para as termos de novo nos jardins e parques como flores aladas.
Até lá, fica este primeiro ensaio: os primeiros passos são idênticos, apenas as últimas dobras distinguem o aspecto final do modelo.

Do livro de Michael G. La Fosse Origami animals (Tuttle Publishing, 2004), usando quadrados de papel de seda com 15X15 cm.

Borboletas

Grou (tsuru)

Segunda-feira, Novembro 6th, 2006

O grou, em japonês tsuru, é uma ave muito popular no Japão, onde se crê ser ave de bom augúrio.
Significa longevidade e a sua popularidade no País do Sol Nascente é tal que deu o nome a um dos satélites lançados pelos japoneses.

É costume dobrá-los e oferecê-los como forma de desejar boa sorte.
A tradição diz ainda que quem dobrar mil tsurus verá concedido um desejo.
É uma dobragem relativamente simples, como poderá comprovar (e aprender) nas fotos passo-a-passo de Fernando Nascimento.

Kunihiko Kasahara - um dos maiores origamistas japoneses que publicou o seu primeiro livro sobre origami em 1970 – refere em The Art and Wonder of Origami (Apple Press, Janeiro de 2006) uma antologia em três volumes publicada no Japão em 1734 dedicada a painéis decorativos esculpidos em madeira (ranma) no Período Edo (1603-1867). Nessa antologia surgem desenhos de modelos hoje considerados tradicionais, entre os quais um tsuru.

Cavalo marinho

Quarta-feira, Novembro 1st, 2006

Cavalo marinho

Eu mergulhei e vi um cavalo azul, grande, transparente e todo azul. Parecia de vidro, mas mexia-se. Mexeu a cauda, quando me viu. Tinha crinas azuis… e olhos azuis. O corpo todo era azul, azul transparente…

António Torrado, Joaninha à Janela e outras histórias

Dois cavalos que à partida não têm nada em comum, mas ambos mágicos: na beleza do texto de António Torrado, e na criatividade de Ricardo Namur que soube encontrar, no quadrado de papel, as linhas certas para dobrar esta pequena maravilha.

Raposa

Domingo, Outubro 22nd, 2006

A raposa

- Os homens, disse a raposa, têm espingardas e caçam. É uma maçada! Também criam galinhas. É o único interesse que lhes acho. Andas à procura de galinhas?

- Não, disse o principezinho. Ando à procura de amigos. Que significa «cativar»?

- É uma coisa de que toda a gente se esqueceu. Significa «criar laços…»

Antoine de Saint-Éxupéry, O Principezinho
Tradução de Alice Gomes – 6ª edição,
Editorial Aster, Lisboa (s /data)