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	<title>Origami: a Magia de Papel &#187; Coisas que terei pudor&#8230;</title>
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	<description>Diário ocasional de um namoro com o papel</description>
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		<title>Para que nunca mais!</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Aug 2007 16:35:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ohinasama</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas que terei pudor...]]></category>

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		<description><![CDATA[Passam hoje sessenta e dois anos sobre o lançamento da segunda bomba atómica. De seu nome Fat Boy, levou o horror e a morte à cidade japonesa de Nagasaki. As dramáticas consequências perduram até hoje. O apelo de Sadako* não teve eco nos corações dos homens e a guerra é, a par da miséria, um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img rel='domelhor'  title="Fat Man (fonte: Wikipédia)" id="image44" alt="Fat Man (fonte: Wikipédia)" src="http://magiadepapel.com/wp-content/uploads/fat_man.png" /></div>
<p>Passam hoje sessenta e dois anos sobre o lançamento da segunda bomba atómica.</p>
<p>De seu nome <em>Fat Boy</em>, levou o horror e a morte à cidade japonesa de Nagasaki.</p>
<p>As dramáticas consequências perduram até hoje. O apelo de <a title="A história de Sadako (em inglês)" target="_blank" href="http://www.sadako.org/sadakostory.htm">Sadako</a>* não teve eco nos corações dos homens e a guerra é, a par da miséria, um dos piores flagelos da humanidade.</p>
<p>*em português, <a title="A história de Sadako (em português)" target="_blank" href="http://olharaintolerancia.blogspot.com/2007/06/os-mil-pssaros-de-sadako-eleanor-coerr.html">aqui </a></p>
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		<title>C</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Dec 2006 14:04:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ohinasama</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coisas que terei pudor...]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto todos vivem já o Natal, divido-me entre o querer e o não querer, o ir e o ficar. Apetece-me desligar o interruptor, hibernar até dia 1. Só uma ideia não me abandona: saudades de ti, que vivias como poucos a alegria de estarmos juntos. Os teus braços acolhedores, o teu riso forte, o teu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto todos vivem já o Natal, divido-me entre o querer e o não querer, o ir e o ficar.<br />
Apetece-me desligar o interruptor, hibernar até dia 1.<br />
Só uma ideia não me abandona: saudades de ti, que vivias como poucos a alegria de estarmos juntos. Os teus braços acolhedores, o teu riso forte, o teu canto que rompia lá por detrás da pedra bruta. (o resto não interessa mesmo nada).</p>
<p>Ando para trás e para a frente como bichinho que perdeu o instinto e o norte, não <em>sinto</em> o Natal. Porque o Natal &#8211; e as festividades em geral &#8211; é sobretudo um estado de espírito. Este ano não me apetece nada que o Natal calhe a 25 de Dezembro. Vou fazer o Natal noutro dia qualquer.<br />
Hoje vou só jantar com a família, porque para isso todos os pretextos que encurtam a distância física são bons.</p>
<p>Tenho saudades do tempo em que a Festa fazia sentido porque vinha do coração, e o Menino Jesus trazia os presentes; depois veio o Pai Natal, mais tarde o consumismo e a <em>era industrial dos presentes por atacado</em>. A noite de Natal transformou-se num pró-forma. Algumas coisas deixaram de fazer sentido.</p>
<p>Sinto a falta do Natal de outros tempos, parecido contigo: simples, mas vivido com o coração. Com <em>Natal de Évora</em> em vez de <em>Jingle Bells</em>, com <em>Adeste Fideles</em> em vez de cantigas que falam de uma neve que quase não temos, de trenós puxados por cavalos numa qualquer paisagem americana.<br />
Este Natal não é meu. &#8220;Eu quero uma casa no campo&#8230;&#8221;, cantava há muitos anos Elis Regina; é nessa letra que me revejo. Quero um Natal sem natal: só com pessoas e sentimentos dentro.</p>
<p>E hoje não consigo deixar de pensar em ti, e sobretudo nos que sentem ainda mais funda do que eu a ausência. Não sei porque me deu para aqui&#8230; Talvez porque eras autêntico e bom.</p>
<p>Bom Natal para todos.</p>
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