Arquivo da secção ‘Coisas que terei pudor...’

Para que nunca mais!

Quinta-feira, Agosto 9th, 2007
Fat Man (fonte: Wikipédia)

Passam hoje sessenta e dois anos sobre o lançamento da segunda bomba atómica.

De seu nome Fat Boy, levou o horror e a morte à cidade japonesa de Nagasaki.

As dramáticas consequências perduram até hoje. O apelo de Sadako* não teve eco nos corações dos homens e a guerra é, a par da miséria, um dos piores flagelos da humanidade.

*em português, aqui

C

Domingo, Dezembro 24th, 2006

Enquanto todos vivem já o Natal, divido-me entre o querer e o não querer, o ir e o ficar.
Apetece-me desligar o interruptor, hibernar até dia 1.
Só uma ideia não me abandona: saudades de ti, que vivias como poucos a alegria de estarmos juntos. Os teus braços acolhedores, o teu riso forte, o teu canto que rompia lá por detrás da pedra bruta. (o resto não interessa mesmo nada).

Ando para trás e para a frente como bichinho que perdeu o instinto e o norte, não sinto o Natal. Porque o Natal – e as festividades em geral – é sobretudo um estado de espírito. Este ano não me apetece nada que o Natal calhe a 25 de Dezembro. Vou fazer o Natal noutro dia qualquer.
Hoje vou só jantar com a família, porque para isso todos os pretextos que encurtam a distância física são bons.

Tenho saudades do tempo em que a Festa fazia sentido porque vinha do coração, e o Menino Jesus trazia os presentes; depois veio o Pai Natal, mais tarde o consumismo e a era industrial dos presentes por atacado. A noite de Natal transformou-se num pró-forma. Algumas coisas deixaram de fazer sentido.

Sinto a falta do Natal de outros tempos, parecido contigo: simples, mas vivido com o coração. Com Natal de Évora em vez de Jingle Bells, com Adeste Fideles em vez de cantigas que falam de uma neve que quase não temos, de trenós puxados por cavalos numa qualquer paisagem americana.
Este Natal não é meu. “Eu quero uma casa no campo…”, cantava há muitos anos Elis Regina; é nessa letra que me revejo. Quero um Natal sem natal: só com pessoas e sentimentos dentro.

E hoje não consigo deixar de pensar em ti, e sobretudo nos que sentem ainda mais funda do que eu a ausência. Não sei porque me deu para aqui… Talvez porque eras autêntico e bom.

Bom Natal para todos.