Archive for the ‘Coisas que terei pudor...’ Category

Brindemos pois a esta Rede!

Quinta-feira, Outubro 25th, 2007

Alertada / despertada pela cor das cuecas , perdão (isto é efeito do acordar estremunhado devido à interrupção de emissão das bandas do Adufe), pelas ribombantes comemorações que assinalam o primeiro ano oficial da Tubarão Esquilo, apresso-me a aderir ao coro laudatório em prol da referida rede.

Porque variada, porque independente e de/por independentes feita, gente que tem em comum um portal e o desejo de blogar; grupo heterogéneo e singular sabiamente  reunido por quem entende de blogs mas também - e sobretudo - de gente que por uma razão ou por outra faz bem aquilo de que gosta, ou gosta bem daquilo que faz, vá-se lá saber…

Interessante sobretudo esta coincidência de tsurus e cuecas e de comemorações - TE e Origami consecutivamente festejados, coincidências de peças íntimas e o mais que se verá…

Algo me diz que quando reler este post não vou reconhecê-lo/reconhecer-me; talvez efeito do champanhe virtual que imagino colorido já de confetti e  serpentinas; quase me parece sentir um sopro inspirativo de uma certa ave de um passado mais ou menos distante em que o corpo virtual habitava um avatar anarco-doméstico.

Lá diz a canção que Natal é quando um homem quiser. Durante breves minutos vesti várias peles de vidas passadas  mas a causa justifica este momento anárquico.

Perdoem-me os que nada entendem desta linguagem - mesmo publicamente, embora de forma anónima, tenho o direito a dar largas à minha costela mais galhofeira, pôr a voar mil tsurus de todas as cores feitos de celofane transparente  e brilhante, e soprá-los em direcção à TE e aos seus Trinta e Um Magníficos; no Japão eles significam boa sorte, felicidade, saúde e quem dobrar os mil obterá a satisfação de um desejo.

É isso que quero deixar hoje à Tubarão Esquilo, e a todos os presentes e futuros autores.
(certa Senhora minha conhecida terminaria com as  palavras abaixo:)

E disse.

Para que nunca mais!

Quinta-feira, Agosto 9th, 2007
Fat Man (fonte: Wikipédia)

Passam hoje sessenta e dois anos sobre o lançamento da segunda bomba atómica.

De seu nome Fat Boy, levou o horror e a morte à cidade japonesa de Nagasaki.

As dramáticas consequências perduram até hoje. O apelo de Sadako* não teve eco nos corações dos homens e a guerra é, a par da miséria, um dos piores flagelos da humanidade.

*em português, aqui

C

Domingo, Dezembro 24th, 2006

Enquanto todos vivem já o Natal, divido-me entre o querer e o não querer, o ir e o ficar.
Apetece-me desligar o interruptor, hibernar até dia 1.
Só uma ideia não me abandona: saudades de ti, que vivias como poucos a alegria de estarmos juntos. Os teus braços acolhedores, o teu riso forte, o teu canto que rompia lá por detrás da pedra bruta. (o resto não interessa mesmo nada).

Ando para trás e para a frente como bichinho que perdeu o instinto e o norte, não sinto o Natal. Porque o Natal - e as festividades em geral - é sobretudo um estado de espírito. Este ano não me apetece nada que o Natal calhe a 25 de Dezembro. Vou fazer o Natal noutro dia qualquer.
Hoje vou só jantar com a família, porque para isso todos os pretextos que encurtam a distância física são bons.

Tenho saudades do tempo em que a Festa fazia sentido porque vinha do coração, e o Menino Jesus trazia os presentes; depois veio o Pai Natal, mais tarde o consumismo e a era industrial dos presentes por atacado. A noite de Natal transformou-se num pró-forma. Algumas coisas deixaram de fazer sentido.

Sinto a falta do Natal de outros tempos, parecido contigo: simples, mas vivido com o coração. Com Natal de Évora em vez de Jingle Bells, com Adeste Fideles em vez de cantigas que falam de uma neve que quase não temos, de trenós puxados por cavalos numa qualquer paisagem americana.
Este Natal não é meu. “Eu quero uma casa no campo…”, cantava há muitos anos Elis Regina; é nessa letra que me revejo. Quero um Natal sem natal: só com pessoas e sentimentos dentro.

E hoje não consigo deixar de pensar em ti, e sobretudo nos que sentem ainda mais funda do que eu a ausência. Não sei porque me deu para aqui… Talvez porque eras autêntico e bom.

Bom Natal para todos.