Agosto 13th, 2007
Para uma pessoa muito especial, num dia muito especial, podemos fazer facilmente um cartão igualmente especial porque único:
Numa folha de papel A4 desenhamos ou imprimimos um texto à nossa escolha, e com meia dúzia de dobras temos um cartão personalizado.
Neste caso a ajuda veio de Didier Boursin, através do livro “Advanced Origami” (2ª edição) publicado pela Firefly Books em 2005.
Os olhos não fazem parte do diagrama original - foram inspirados num vídeo encontrado no YouTube.
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Agosto 9th, 2007
Passam hoje sessenta e dois anos sobre o lançamento da segunda bomba atómica.
De seu nome Fat Boy, levou o horror e a morte à cidade japonesa de Nagasaki.
As dramáticas consequências perduram até hoje. O apelo de Sadako* não teve eco nos corações dos homens e a guerra é, a par da miséria, um dos piores flagelos da humanidade.
*em português, aqui
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Agosto 3rd, 2007
Os entusiastas do origami em Portugal têm aquela pequena dificuldade em encontrar papel para as suas dobragens…
À excepção das folhinhas dos cubos de memorando para secretária - sem cola, existentes em diversas cores - pouco mais se encontra com facilidade.
Se vive no Algarve ou se lá vai ocasionalmente, experimente em Faro a Papelaria Alameda na Rua da PSP, muito perto da PSP, claro, e da Alameda João de Deus. Encontra-se quase no centro da cidade, e tem como outros pontos de referência a Escola Secundária Tomás Cabreira e a Igreja do Pé da Cruz, situada no largo do mesmo nome. Foi aí que encontrei as folhinhas que pode ver na foto: 10 cores X 10 folhas, ou seja, cem quadradinhos com 14,6 centímetros de lado.
Por 1 euro e 50 cêntimos pode fazer barquinhos, passarinhos, flores… um sem-fim de pequenos nadas para alegrar crianças e adultos.
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Dezembro 24th, 2006
Enquanto todos vivem já o Natal, divido-me entre o querer e o não querer, o ir e o ficar.
Apetece-me desligar o interruptor, hibernar até dia 1.
Só uma ideia não me abandona: saudades de ti, que vivias como poucos a alegria de estarmos juntos. Os teus braços acolhedores, o teu riso forte, o teu canto que rompia lá por detrás da pedra bruta. (o resto não interessa mesmo nada).
Ando para trás e para a frente como bichinho que perdeu o instinto e o norte, não sinto o Natal. Porque o Natal - e as festividades em geral - é sobretudo um estado de espírito. Este ano não me apetece nada que o Natal calhe a 25 de Dezembro. Vou fazer o Natal noutro dia qualquer.
Hoje vou só jantar com a família, porque para isso todos os pretextos que encurtam a distância física são bons.
Tenho saudades do tempo em que a Festa fazia sentido porque vinha do coração, e o Menino Jesus trazia os presentes; depois veio o Pai Natal, mais tarde o consumismo e a era industrial dos presentes por atacado. A noite de Natal transformou-se num pró-forma. Algumas coisas deixaram de fazer sentido.
Sinto a falta do Natal de outros tempos, parecido contigo: simples, mas vivido com o coração. Com Natal de Évora em vez de Jingle Bells, com Adeste Fideles em vez de cantigas que falam de uma neve que quase não temos, de trenós puxados por cavalos numa qualquer paisagem americana.
Este Natal não é meu. “Eu quero uma casa no campo…”, cantava há muitos anos Elis Regina; é nessa letra que me revejo. Quero um Natal sem natal: só com pessoas e sentimentos dentro.
E hoje não consigo deixar de pensar em ti, e sobretudo nos que sentem ainda mais funda do que eu a ausência. Não sei porque me deu para aqui… Talvez porque eras autêntico e bom.
Bom Natal para todos.
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Dezembro 20th, 2006
Um pedido de desculpas pela ausência um tanto longa; ao mesmo tempo, um balão de ensaio para futuras realizações do mesmo género.
Para quem não tem paciência para fazer origami aqui fica um passatempo baseado num dos modelos já apresentados: trata-se de um pequeno programa gratuito que contém um… puzzle (veja as fotos).

Clique com o botão direito do rato sobre a imagem esquerda para gravar o ficheiro “brocado.zip” (596 Kb) (no Internet Explorer-> “Guardar destino como”; no Firefox-> “Salvar link como”) no seu computador; descompacte o ficheiro com o programa adequado; dê duplo-clique sobre o ficheiro “brocado.exe”.
Não garantimos um divertimento sem fim, mas é garantida a completa ausência de vírus ou quaisquer efeitos maléficos.
Caso haja grande procura, outros quebra-cabeças poderão surgir no futuro…
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Novembro 27th, 2006
Vive em Portugal? Gosta de/pratica origami? Quer trocar ideias, diagramas? Onde comprar papel?…
Origamista solitária (mas bem acompanhada em todas as outras áreas) gostaria de participar em clube virtual ou encontros reais sobre origami.
Respostas na caixinha de comentários.
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Novembro 27th, 2006

As caixas de origami são uma das minhas paixões - a par com os marcadores de livros. Esta tem a particularidade de ter sido semi-criada por mim.
A base é uma dobragem tradicional japonesa, provavelmente das mais antigas, que tem o nome de Caixa “Masu”. Para a tampa, adaptei um diagrama de Nick Robinson do livro The Encyclopedia of Origami - Quarto Publishing, Londres, 2004.
O diagrama descreve apenas a dobragem num quadrado simples, com o nome de “Twisted Paper” (à falta de tradução mais exacta, chamar-lhe-ia em português “Espiral”, já que o papel gira sobre si mesmo para se obter o resultado final).
Admirei a perícia necessária para fazer uma simples espiral, não ousei aventurar-me às nove (em 3 filas de 3), e resolvi usá-la como decoração da tampa da caixinha.
Para realizar o modelo da foto foram usados dois quadrados de dimensões diferentes (15X15 e 18X18 cm) de papel de embrulho da Ambar.
A delicadeza da decoração e a cor de luar do papel não admitem outro nome para esta caixa que não seja “Caixinha para guardar sonhos” - sonhos de Leonor, sonhos de Madalena…
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Novembro 19th, 2006

As borboletas partem de vez. Será preciso o regresso da Primavera para as termos de novo nos jardins e parques como flores aladas.
Até lá, fica este primeiro ensaio: os primeiros passos são idênticos, apenas as últimas dobras distinguem o aspecto final do modelo.
Do livro de Michael G. La Fosse Origami animals (Tuttle Publishing, 2004), usando quadrados de papel de seda com 15X15 cm.

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Novembro 14th, 2006
O mérito é todo de quem “tira” estas linhas de dobragem, que constroem estas formas, de dentro de um quadrado de papel… O resto é só um bocadinho de paciência, muita teimosia para fazer vários ensaios em papel de revistas - cá em casa, o verbo reutilizar conjuga-se no presente - até obter um resultado satisfatório; depois, escolhe-se o papel para a versão final e já está!
Há, de facto, origamistas que criam, do zero, modelos (uns mais espectaculares, outros mais simples), e outros, como eu, que apenas dobram, seguindo um diagrama e instruções, aquilo que já foi inventado; não há magia, não há segredo, e uma ciência simples: usar quadrados exactos, e fazer dobras igualmente exactas - que disso depende a perfeição do modelo.
É um bom exercício de atenção e concentração, e ao mesmo tempo uma actividade lúdica e relaxante…
O melhor de tudo é ver, após a última dobra, o resultado final.
Para quem, como eu, é incapaz de desenhar, pintar, fazer música ou criar seja que forma de beleza for, esta técnica simples proporciona-me a oportunidade de criar uma quase-arte - pelo menos, aos olhos de algumas pessoas -, um objecto com alguma beleza.
A magia está nos olhos de quem vê…
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Novembro 12th, 2006

Um modelo com uma pequena história…
Formado por seis quadrados com 15 cm de lado e usando três cores diferentes; foi relativamente fácil dobrar os primeiros quatro - o verde e o estampado: o problema surgiu com a manipulação dos quadrados dourados, muito finos e frágeis, sempre a ameaçar ganhar vincos em locais indesejados. Além disso, o simples contacto dos dedos deixava manchas…
A solução foi recorrer ao uso de luvas de algodão - essas mesmas, Mana, as que me ofereceste no Verão! A dobragem dos dois últimos quadrados levou mais tempo do que tudo o resto: a dobragem dos outros quatro e mais a união das seis peças para obter o resultado final, ao qual a foto não faz a devida justiça.
Trata-se de um modelo de Minako Ishibashi, apresentado por Rick Beech no livro A Handbook of Origami - Southwater, Londres, 2006. Para os menos conhecedores, acrescento que se trata de origami modular, formado por vários quadrados dobrados individualmente e depois encaixados uns nos outros de modo a formarem uma peça única.

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Novembro 6th, 2006
O grou, em japonês tsuru, é uma ave muito popular no Japão, onde se crê ser ave de bom augúrio.
Significa longevidade e a sua popularidade no País do Sol Nascente é tal que deu o nome a um dos satélites lançados pelos japoneses.
É costume dobrá-los e oferecê-los como forma de desejar boa sorte.
A tradição diz ainda que quem dobrar mil tsurus verá concedido um desejo.
É uma dobragem relativamente simples, como poderá comprovar (e aprender) nas fotos passo-a-passo de Fernando Nascimento.
Kunihiko Kasahara - um dos maiores origamistas japoneses que publicou o seu primeiro livro sobre origami em 1970 - refere em The Art and Wonder of Origami (Apple Press, Janeiro de 2006) uma antologia em três volumes publicada no Japão em 1734 dedicada a painéis decorativos esculpidos em madeira (ranma) no Período Edo (1603-1867). Nessa antologia surgem desenhos de modelos hoje considerados tradicionais, entre os quais um tsuru.
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Novembro 1st, 2006

Eu mergulhei e vi um cavalo azul, grande, transparente e todo azul. Parecia de vidro, mas mexia-se. Mexeu a cauda, quando me viu. Tinha crinas azuis… e olhos azuis. O corpo todo era azul, azul transparente…
António Torrado, Joaninha à Janela e outras histórias
Dois cavalos que à partida não têm nada em comum, mas ambos mágicos: na beleza do texto de António Torrado, e na criatividade de Ricardo Namur que soube encontrar, no quadrado de papel, as linhas certas para dobrar esta pequena maravilha.
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