O mérito é todo de quem “tira” estas linhas de dobragem, que constroem estas formas, de dentro de um quadrado de papel… O resto é só um bocadinho de paciência, muita teimosia para fazer vários ensaios em papel de revistas – cá em casa, o verbo reutilizar conjuga-se no presente – até obter um resultado satisfatório; depois, escolhe-se o papel para a versão final e já está!
Há, de facto, origamistas que criam, do zero, modelos (uns mais espectaculares, outros mais simples), e outros, como eu, que apenas dobram, seguindo um diagrama e instruções, aquilo que já foi inventado; não há magia, não há segredo, e uma ciência simples: usar quadrados exactos, e fazer dobras igualmente exactas – que disso depende a perfeição do modelo.
É um bom exercício de atenção e concentração, e ao mesmo tempo uma actividade lúdica e relaxante…
O melhor de tudo é ver, após a última dobra, o resultado final.
Para quem, como eu, é incapaz de desenhar, pintar, fazer música ou criar seja que forma de beleza for, esta técnica simples proporciona-me a oportunidade de criar uma quase-arte – pelo menos, aos olhos de algumas pessoas -, um objecto com alguma beleza.
A magia está nos olhos de quem vê…